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Sereia

A relação entre a altura (não confundir com volume) do som e a freqüência da sua onda mecânica diz que quanto maior a freqüência, mais agudo é o som, e quanto menor, mais grave será o som. A sereia mostra isso ao se soprar com um canudo através dos orifícios que ela tem ao redor de um disco em rotação.

 

Primeiro, vamos lidar com o eixo. Ele possui várias fileiras de furos à diferentes distâncias do centro. Quando esse disco gira, apesar da velocidade angular em qualquer ponto dele ser igual, a velocidade angular aumenta diretamente com o raio (pois a velocidade angular so depende do "angulo varrido" pelo ponto, mas quanto maior o raio, maior é o comprimento de circunferência que representa a trajetória do ponto e esse percorrerá uma distância maior no mesmo tempo em que um outro com raio menor faria uma distância menor). Como a velocidade linear aumenta, a freqüência com que os pontos passam por uma linha imaginária sobre o raio também é maior.

 

 

Como o ar passando por um orifício produz um som, esse som será mais grave nos raios menores (menor freqüência) e mais agudo nos raios maiores (maior freqüência). 

 

Como se faz:

 

O principal é fazer um disco girar (seja por motor, manivela, etc) com velocidade angular constante. Nesse disco, devem ser feitos os furos em fileiras de raio também constantes. Para observar a mudança na altura do som, bastam duas fileiras (uma "aguda" e outra "grave"), mas se forem colocadas mais fileiras, será possível observar a mudança gradativa do som, produzindo várias "notas" diferentes.

 

Aplicação:

 

O princípio de se variar a freqüência para obter vários "graus de gravidade" no som é utilizado em todos os instrumentos musicais, mas a montagem da sereia, mais especificamente, é utilizada em sirenes de ambulâncias e carros de polícia.