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Eletroscópio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na foto acima vemos Rutherford e Volta num laboratório de estudos dos fenômenos eletromagnéticos. No detalhe, um eletroscópio. Nas fotos a direita, exemplares didáticos em exposição nos prolegômenos.

 

 

 

 

Para um corpo estar eletrizado é preciso que o número de elétrons seja diferente do número de prótons. Se o número de elétrons for maior que o número de prótons, o corpo está eletrizado negativamente. Caso ocorra o contrário, o corpo está eletrizado positivamente, e se o número de elétrons for o mesmo que o número de prótons, dizemos que o corpo está neutro.

 

Existem três formas de eletrizar um corpo: por atrito, contato e indução.

 

Pode-se transferir um grande número de cargas elétrica de um corpo para outro apenas atritando-os. O corpo cujos elétrons estão mais fracamente ligados ao núcleo cederá elétrons ao outro, que por ficar com excesso de elétons, fica carregado negativamente.

 

Para eletrizar um corpo por contato, basta encostar ele um objeto eletrizado. Parte das cargas do objeto eletrizado passarão para o corpo inicialmente neutro, ficando ambos os objetos com cargas de mesmo sinal.

 

Por fim, a eletrização por indução ocorre quando apenas aproximamos um objeto eletrizado de um condutor neutro. As cargas do condutor que tiverem mesmo sinal do indutor ficarão o mais longe serão repelidas deste, e as cargas de sinal contrário serão atraídas pelo indutor. Sendo assim, as cargas no indutor ficarão separadas. Para manter eletrizado o condutor mesmo depois do afastamento do indutor, é necessário ligar o lado do condutor mais distante do indutor à terra.

 

O eletroscópio é composto de uma redoma transparente, uma agulha articulada em uma haste metálica, que se estende até o topo da redoma, estando presa a esta por um anel de material isolante; este eletroscópio é mais sensível que o Pêndulo Elétrico. Contudo, seu funcionamento é similar: com um bastão eletrizado por atrito, faz-se a transferência de cargas entre o bastão e a haste metálica do eletroscópio, de forma que cargas elétricas sejam transferidas de um corpo para o outro. Assim, a haste do eletroscópio e sua respectiva agulha acabam concentrando cargas do mesmo tipo em toda sua superfície, o que provoca a repulsão entre ambas e, por conseqüência, ocasiona a rotação da agulha em torno de seu eixo central.

 

O eletroscópio é utilizado sempre que deseja-se verificar a presença ou não de cargas elétricas em algum objeto.

 

Como fazer:

 

Observe a foto acima. O eletroscópio é feito com um disco metálico conectado em uma haste metálica, esta presa em uma espécie de "caixa" isolante, com aberturas na frente e no fundo. Na haste que está conectada com o disco metálico existe a agulha, também metálica, que indicará a presença de cargas elétricas. Esta agulha tem que ser presa de forma a ficar livre para rotacões.

 

Na parte de baixo do eletroscópio coloca-se um quadrante graduado que indicará a quantidade de carga em excesso existente na aglha e na haste que a prende.